“Os Trabalhadores não são palhaços, mas os patrões estão fazendo piada”. Esse foi o tom da última tentativa de negociação da Campanha Salarial 2016 dos Auxiliares de Transporte Aéreo, realizado na última terça-feira (02), em São Paulo. A categoria prepara a greve do setor que acarretará prejuízos e transtornos nos aeroportos de todo o país.
Desde que a pauta de reivindicações foi protocolada pelo SINTEATA (sindicato laboral) junto ao SINEATA (sindicato patronal), em meados de novembro passado, as empresas mostraram-se intransigentes e negaram atender qualquer solicitação, oferecendo uma proposta vergonhosa. Enquanto os trabalhadores pediram 15,67 % (INPC+5%) de reajuste linear sobre os salários e benefícios, as empresas ofereceram 0%, além da retirada de diversas conquistas como o Benefício Social Familiar, perda do VA em caso de qualquer tipo de falta (justificada ou injustificada), entre outras.
“O nosso sindicato buscou negociar com as empresas e o sindicato patronal. Mas, ao que tudo indica, os patrões estão bem alinhados e mostrando-se irredutíveis em atender as propostas da categoria”, afirmou Paulo Henrique, presidente do sindicato.
“É difícil entender como as empresas Swissport, Proair, Orbital, Tristar, ISS, Quality e todas as demais, tratam aqueles que são o seu maior patrimônio – o trabalhador – apresentando uma proposta sem cabimento, indecorosa e desrespeitosa com toda a categoria”, concluiu.
ESTADO DE GREVE
Diante das tentativas frustradas de negociação, o SINTETA realizou assembleias com os trabalhadores nessa quarta (03) e quinta-feira (04), em Guarulhos e São Paulo, aprovando o Estado de Greve da categoria.
Conforme o sindicato, a greve acontecerá a partir do dia 17 de fevereiro, e envolverá cerca de 15 mil trabalhadores em todo o estado.
