O Congresso Nacional aprovou, de forma acelerada e sem amplo debate, mudanças nas carreiras dos servidores do Legislativo que criam, na prática, a escala 3×1, por meio de gratificações e licenças compensatórias. As medidas permitem remunerações acima do teto constitucional e garantem benefícios imediatos a servidores que ocupam cargos de natureza especial.
Enquanto isso, a proposta que trata do fim da escala 6×1 — realidade enfrentada por milhões de trabalhadores brasileiros — segue avançando a passos lentos no próprio Congresso, sem a mesma prioridade ou celeridade.
Para o SINTEATA, essa diferença de tratamento evidencia a desigualdade na condução das pautas trabalhistas e reforça a necessidade de justiça social e isonomia nas decisões legislativas. O sindicato defende que direitos e melhores condições de trabalho não podem ser privilégio de poucos.
O presidente da FEMACO, Roberto Santiago, criticou a disparidade na tramitação das propostas e foi direto ao ponto:
“A partir do momento que é aprovada a escala 3×1 para os funcionários do Congresso, deve ser aprovada imediatamente o fim da escala 6×1 para os trabalhadores comuns.”
Segundo ele, não é aceitável que avanços nas jornadas de trabalho sejam garantidos com rapidez a servidores do Legislativo, enquanto a maioria da classe trabalhadora continua submetida a jornadas exaustivas, com pouca valorização e reconhecimento.
O SINTEATA reafirma o papel do movimento sindical na luta por melhores condições de trabalho, pela redução das jornadas excessivas e pela valorização dos trabalhadores. Para a entidade, conquistas trabalhistas devem ser universais e não seletivas, garantindo dignidade e justiça a quem sustenta o país com seu trabalho.